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Brincadeiras que nunca acabam

mapa mental

Ao considerarmos a invasão dos games e dos apps para as crianças, é inevitável o receio de que as brincadeiras tradicionais da infância desapareçam.

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Para ajudar na difusão, compartilhamento e registro de brincadeiras de crianças de várias gerações, o blog Brasileirinhos, criado pela organização Brasil em Mente (BEM), organizou uma incrível lista de 100 brincadeiras tradicionais brasileiras. São jogos, brincadeiras e gincanas com origens em várias culturas importantes para nós (africana, indígena, europeia, árabe…) que foram passadas de “pai para filho”, de criança para criança, durante muito tempo.

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Atualmente, as brincadeiras tem cada vez mais perdido espaço, entre as crianças e entre os adultos. A tecnologia muitas vezes tem substituído as brincadeiras tradicionais; algumas crianças gastam a maior parte do seu tempo assistindo televisão ou nos agora populares aplicativos de tablets. Os pais, muitas vezes ocupados, também têm deixado de lado o costume de passar adiante jogos de suas infâncias.

Brincar é uma atividade essencial para uma criança. A partir da brincadeira, a criança constrói seu conhecimento sobre o mundo. Por meio da brincadeira, ela entende o seu papel na sociedade e a se relacionar com outras pessoas, sejam crianças, adultos ou idosos.

Abaixo destacamos algumas ideias para aprender brincando:

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Carrinho de mão:
Trace duas linhas no chão, uma de largada e outra de chegada. Os participantes dividem-se em pares e se colocam atrás da linha de largada. Todos contam até três e um corredor de cada dupla se abaixa, estica as pernas para trás e apoia as mãos no chão. O outro corredor levanta as pernas do parceiro e as duplas começam a correr, um com os pés e o outro com as mãos. Quem cair volta à posição de largada. Vence quem chegar à linha de chegada primeiro.

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Cama-de-gato:
A cama-de-gato é uma brincadeira com barbante. Consiste em trançar um cordão entre os dedos das duas mãos e ir alterando as figuras formadas. Provavelmente de origem asiática, a brincadeira é praticada em diversas partes do mundo. Uma versão mais moderna é trançar um elástico com as pernas.

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Está quente, está frio:
Um participante esconde um objeto, enquanto os outros fecham os olhos. A voz de pronto, as crianças saem a procurar. O que escondeu o objeto vai alertando, conforme a distância que estiverem do esconderijo: Está quente (quanto próximo), Está frio (quando distanciado), Está queimando (quando bem perto). Quem encontrar o objeto será o encarregado de escondê-lo na repetição da brincadeira.

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Forca:
O enforcador escolhe uma palavra e, em uma folha de papel, coloca-se a inicial da mesma e tantos tracinhos quantas foram às letras que compõem a palavra. O que vai jogar irá dizendo letras. Se elas constarem na palavra escolhida, serão registradas nos lugares correspondentes. Se a letra não constar na palavra, será ponto perdido que representará uma parte do corpo a ser pendurado na forca. Se depois do corpo feito (resultado das letras erradas) ainda não estiver solucionado o enigma, o próximo erro corresponderá ao enforcamento. Para tal, faz-se um laço no pescoço do boneco. O enforcado perde o jogo. Quando o enforcador erra a ortografia da palavra escolhida, o jogo é anulado e ele paga uma prenda imposta pelo adversário.

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Sombra:
É uma espécie de passeio sincronizado. Forma-se uma fila de pessoas, uma atrás da outra, e o mestre fica na ponta. Tudo que o mestre fizer, os participantes deverão fazer também. Onde ele for, os outros deverão ir também. Se o mestre fizer exercícios corporais, posições e movimentos engraçados, com certeza será muito divertido.

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